Há muito tempo, em uma vasta área rural, viviam dois irmãos. Durante muitos e muitos anos, eles foram incrivelmente unidos. Trabalhavam juntos na terra, compartilhavam a vida e viviam em perfeita harmonia.
Quando o pai deles faleceu, deixou uma grande herança para os dois. A divisão foi feita de forma justa, e por um bom tempo eles continuaram vivendo felizes, um ao lado do outro, separados apenas por um pequeno riacho que cortava as propriedades.
Porém, um dia, por causa de um desentendimento bobo, uma grande encrenca começou entre eles. O que começou com uma discussão simples virou uma mágoa profunda. O orgulho tomou conta dos corações, e aqueles dois irmãos, antes inseparáveis, tornaram-se inimigos mortais.
A raiva era tanta que eles destruíram a antiga ponte de madeira que ligava as duas terras. Declararam guerra aberta, trocando ofensas e ignorando-se por longos anos. O tempo passou, o cabelo de ambos grisalhou, e a solidão tomou conta das duas fazendas.
Até que, numa manhã ensolarada, um homem velho e maltrapilho surgiu caminhando pela estrada. Ele levava nas costas uma caixa de ferramentas gasta. Batendo na porta do irmão mais velho, disse baixinho:
— Procurando por alguns dias de trabalho, senhor. Talvez precise de algum conserto em sua propriedade?
O irmão mais velho olhou para o riacho, viu a fazenda do irmão caçula e disse com rancor:
— Está vendo aquela casa do outro lado do riacho? É do meu irmão caçula. Nós brigamos e não nos falamos mais. Ele desviou o leito do riacho só para me provocar. Quero que você construa um muro alto de madeira ao longo do rio para que eu nunca mais precise olhar na cara dele.
O velho maltrapilho sorriu calmamente e respondeu:
— Acho que compreendo a situação. Farei um trabalho que vai lhe agradar.
O irmão mais velho precisou ir à cidade resolver negócios e deixou o carpinteiro trabalhando. Durante todo o dia, o velhinho mediu, cortou madeira, pregou e trabalhou sem descansar sob o sol.
Ao final da tarde, quando o irmão mais velho retornou da cidade, seus olhos se arregalaram e seu queixo caiu. Em vez de erguer um muro alto de separação, o velho tinha construído uma belíssima ponte de madeira, unindo novamente as duas margens do riacho!
O irmão mais velho ficou furioso e gritou:
— Você ficou louco? Eu lhe pedi um muro! Por que fez essa ponte?
Mas antes que o velho pudesse responder, o irmão caçula vinha correndo do outro lado da margem. Com os olhos cheios de lágrimas, atravessou a nova ponte, abraçou o irmão mais velho com força e disse:
— Você é realmente um homem maravilhoso... Mesmo depois de tudo o que eu fiz e de todos os anos de briga, você mandou construir esta ponte para estender a mão para mim! Me perdoe, meu irmão!
O irmão mais velho, tocado pela emoção e percebendo o quanto a mágoa havia sido inútil por todos aqueles anos, abraçou o caçula de volta, chorando como há muito não chorava. A inimizade de uma vida inteira se desfez em questão de segundos.
Ao olharem para o lado para agradecer ao velho maltrapilho, viram-no colocando a caixa de ferramentas nas costas e se preparando para ir embora.
— Espere! — gritou o irmão mais velho. — Fique conosco alguns dias! Temos muito trabalho para você!
O velho sorriu com doçura, acenou de longe e respondeu:
— Eu adoraria ficar... mas tenho muitas outras pontes para construir por aí.
Na vida, em vez de construir muros de orgulho, construa pontes de perdão. Compartilhe essa linda lição de vida com sua família e amigos no WhatsApp e Facebook!
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